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Entenda todas as Diferenças entre Bipolaridade, Personalidade Dissociativa e Esquizofrenia

Não é difícil confundir conceitos na psicologia. O estudo das doenças mentais, hoje, está em alta. Cada dia são descobertas novas características e causas, tornando mais fácil o diagnóstico e o tratamento adequado. Mas para nós, leigos, é difícil delimitar totalmente o que é uma doença e o que é a outra. Mas você sabe qual a diferença entre bipolaridade, personalidade dissociativa e esquizofrenia?

Ao analisá-las friamente, podemos perceber que não só os sintomas são diferentes, mas também as causas. Enquanto o Transtorno Bipolar está relacionado às emoções, alternando incessantemente entre a euforia e a depressão, a Personalidade Dissociativa está amplamente relacionada à memória, como se fosse uma “compartimentalização” das lembranças em detrimento de um evento traumático na infância. A Esquizofrenia, por outro lado, não está relacionada nem às emoções nem às memórias. Nela, não são os processos psicológicos que se separam, mas sim os seus conteúdos.

Para ficar mais fácil de entender, veja a seguir um breve resumo de como cada uma dessas doenças psíquicas aparecem e se comportam:

Bipolaridade

menina passando por sintomas da bipolaridade

O Transtorno Bipolar é um distúrbio psiquiátrico. Ele alterna, às vezes subidamente, entre episódios de depressão, episódios de euforia e períodos assintomáticos. As crises podem ser leves, moderadas ou graves. Também variam de frequência e duração.

Essas alterações de humor constantes refletem de forma negativa no comportamento e nas atitudes dos indivíduos que portam o Transtorno Bipolar. Isso torna a convivência e a rotina muito difíceis e instáveis. A bipolaridade se manifesta em ambos os sexos, normalmente entre os 15 e os 25 anos. No entanto essa não é uma regra: crianças e pessoas mais velhas também podem desenvolver o quadro.

Fases:

  • Depressão: o humor é deprimido, o indivíduo sente uma tristeza profunda, apatia, desinteresse por atividades que antes davam prazer. Apresenta isolamento social, alterações do sono e do apetite, redução da libido, dificuldade de concentração, cansaço, culpa excessiva, frustração e ideais suicidas;
  • Mania: é um estado de euforia que conta com muita autoestima e autoconfiança. Apresenta pouca necessidade de sono, agitação psicomotora, desvio da atenção, compulsão para falar, aumento da libido, irritabilidade e impaciência. O paciente pode tomar atitudes imprudentes, como demissão do emprego e gastos descontrolados;
  • Hipomania: os sintomas são como os da mania, porém mais leves. O paciente fica mais eufórico, sociável e ativo. Dura por poucos dias apenas.

Causas:

Não existe uma causa determinada da bipolaridade, mas acredita-se que ela se relaciona com fatores genéticos e alterações em certas áreas do cérebro. O ambiente pode ter influência na manifestação do distúrbio, principalmente quando acontecem eventos como episódios frequentes de depressão, puerpério, estresse prolongado e disfunções da tireoide.

Tratamento:

O transtorno bipolar é um distúrbio sem cura, mas que pode ser controlado. O tratamento costuma incluir medicamentos, psicoterapia e um estilo de vida saudável, com hábitos regulares de alimentação e sono, além da redução do estresse. Dependendo da gravidade do quadro, os medicamentos podem ser neurolépticos, antipsicóticos, anticonvulsivantes, ansiolíticos ou estabilizadores de humor.

Personalidade Dissociativa

transtorno dissociativo de identidade

Atualmente, é conhecido como Transtorno Dissociativo de Identidade, TDI. O quadro configura a presença de dois ou mais estados de personalidades diferentes, como uma experiência de possessão. A manifestação do distúrbio varia com a motivação psicológica, o nível de estresse, os conflitos internos e a tolerância emocional de cada paciente.

Causas:

O Transtorno Dissociativo de Identidade está associado à experiências e eventos traumáticos ou abuso na infância. O transtorno de forma completa pode se apresentar pela primeira vez em qualquer idade.

Sintomas:

A manifestação de identidades alternativas são bastante perceptíveis, mas nem sempre acontece. Nesse caso, podem ser identificados dois sintomas:

  • Alterações repentinas ou descontinuidade sobre o sentido do eu e da entidade;
  • Amnésias dissociativas recorrentes.

Os pacientes descrevem um sensação de, de repente, se tornarem observadores despersonalizados do seu próprio discurso e suas ações, sentindo-se impotente para deter a situação. Alguns experienciam vozes múltiplas, desconcertantes e independentes de pensamento.

A maioria dos sintomas são subjetivos, e não tem um tempo exato para acontecer. No entanto, os comportamentos repentinos e bruscamente alterados podem ser observados pela família, pelos amigos ou pelo médico, facilitando o diagnóstico.

Tratamento:

O tratamento visa auxiliar o paciente a se expressar e processar de forma segura as suas memórias dolorosas, restaurando a funcionalidade e melhorando seus relacionamento interpessoais. Os métodos indicados normalmente são:

  • Terapia cognitiva-comportamental;
  • Medicamentos a depressão ou a ansiedade apresentadas com o distúrbio;
  • Terapia familiar;
  • Hipnoterapia;
  • Terapia comportamental.

Esquizofrenia

mulher sofrendo com esquizofrenia

A esquizofrenia é uma doença psiquiátrica que faz com que o indivíduo perca o contato com a realidade. Ele fica com o olhar perdido, com reações indiferentes ao ambiente e apresenta alucinações e delírios. Nas últimas décadas houve um grande avanço em relação ao estudo e tratamento da esquizofrenia, melhorando o tratamento e o diagnóstico dos quadros.

Causas:

A esquizofrenia está muito relacionada à genética. Se um parente de primeiro grau portar a doença o risco de desenvolvimento do quadro é de 13%. Quanto mais próximo o grau de parentesco, maior o risco.

Sintomas:

Um dos sintomas bem marcantes da esquizofrenia é o delírio, uma visão distorcida da realidade. O paciente acredita que está sendo perseguido, vigiado. As alucinações também acontecem bastante em forma de vozes, que são ordens e comentam os atos do indivíduo.

A doença também apresenta sintomas mais resistentes ao tratamento, como diminuição dos impulsos e da vontade do paciente. Ele pode até perder a capacidade de se relacionar com o ambiente em que vive.

Tratamento:

O tratamento deve ser feito para o resto da vida, mesmo que os sintomas desapareçam. Normalmente, são utilizados medicamentos e terapia psicossocial. Os períodos de crise podem exigir hospitalização para garantir a segurança, alimentação, sono e higiene básica e adequada.

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