Press "Enter" to skip to content

Depressão Bipolar tem cura? Saiba as causas, os sintomas, tratamento e medicamentos

A depressão bipolar é uma fase do transtorno bipolar, também conhecido como transtorno maníaco-depressivo. Uma doença mental grave, caracterizada por alterações extremas de humor. É um quadro muito comum, com mais de 2 milhões de casos por ano no Brasil.  O transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado por tratamento. Sua causa é ainda desconhecida, mas acredita-se que seja acarretada por diferentes fatores, como pela genética e pelo ambiente.

Oscilações de humor são comuns na vida de todas as pessoas e, em geral, não categorizam uma condição psiquiátrica. A diferença, nos portadores do transtorno bipolar, é que as oscilações são muito mais intensas, duram mais tempo e são capazes de afetar os padrões de sono e energia, além de desestabilizar as relações sociais e profissionais do paciente.

Fases do transtorno bipolar:

Mania: essa fase se caracteriza pela exaltação do humor, um aumento de energia sem qualquer relação com a realidade em que o indivíduo está vivendo. Pode apresentar humor eufórico, irritável ou arrogante. O senso crítico e a capacidade de avaliação objetiva das situações fica prejudicado ou ausente, manifestando explosões de raiva ou fúria.

Hipomania: é um estágio em que ocorre um funcionamento acelerado, mas que pode ser produtivo para o paciente. Há euforia e irritação, mas não há a presença de sintomas psicóticos e o paciente não fica incapacitado de trabalhar ou estudar. Muitas vezes os pacientes que entram em hipomania param com a medicação, o que se torna um problema para estabilizar o transtorno.

Depressão: a fase da depressão no transtorno bipolar é muito parecida com a depressão unipolar. É um período onde há constante desânimo, com perda de interesse em atividades que antes geravam prazer. Há também o sentimento de tristeza, vazio, desesperança ou irritabilidade, além do aumento ou da diminuição do sono e da fome. Dura pelo menos uma semana e deve ser suficientemente severo para causar dificuldades perceptíveis no trabalho, na escola ou em atividades sociais ou relacionamentos.

depressao bipolar tem cura

Tipos de bipolaridade:

Tipo I: nesse tipo, o portador do distúrbio apresenta períodos de mania, que duram de 7 dias até 6 meses; e períodos de depressão, que duram pelo menos 2 semanas. Tanto na mania quanto na depressão, os sintomas são intensos e provocam profundas mudanças comportamentais e de conduta, que podem comprometer não só os relacionamentos familiares, afetivos e sociais, como também o desempenho profissional, a posição econômica e a segurança do paciente e das pessoas que com ele convivem. O quadro pode ser grave a ponto de exigir internação hospitalar por causa do risco aumentado de suicídios e da incidência de complicações psiquiátricas.

Tipo II: reúne episódios de depressão com episódios de hipomania. Não apresenta sintomas psicóticos, portanto, não traz maiores prejuízos ao comportamento e às atividades do paciente. No entanto, é importante atentar-se aos episódios de depressão.

Ciclotimia: é o quadro mais leve do transtorno bipolar. Há uma presença oscilante de hipomania e depressão. Os sintomas incluem altos e baixos psicológicos intermitentes que podem se tornar mais acentuados ao longo do tempo.

Pessoas com o transtorno bipolar tipo II ou ciclotimia podem ser diagnosticadas incorretamente como depressão unipolar.

Causas:

Não existe uma causa exata para o transtorno bipolar. O que se acredita é que ela pode ser desencadeada por diferentes fatores.

Genética e histórico familiar: alguns especialistas sugerem que a genética tenha alguma ligação com o desenvolvimento da doença. É fato que a maioria das pessoas com o transtorno têm a doença no histórico familiar.

Estrutura e funcionamento do cérebro: existem estudos que comprovam que o cérebro das pessoas bipolares possuem algumas alterações, se comparados aos das pessoas saudáveis ou com outros transtornos psiquiátricos. As diferenças são tanto físicas quanto químicas, relacionadas aos neurotransmissores.

Abuso de substâncias: o consumo de substâncias como álcool, tabaco e outras drogas ilícitas pode causar confusão mental e desencadear comportamentos e sentimentos característicos de mania e depressão. O uso em si não é capaz de originar a doença, mas ajuda a torná-la mais evidente em quem já tem a predisposição à ela.

Fatores ambientais: os fatores ambientais e as experiências traumáticas podem auxiliar no desenvolvimento do transtorno, pois conflitos e situações podem deixar os pensamentos e as emoções confusas.

depressao bipolar tratamento

Sintomas:

Os sintomas da mania incluem: estado de euforia exuberante, com valorização da autoestima e da autoconfiança, pouca necessidade de sono, agitação psicomotora, descontrole ao coordenar as ideias, desvio da atenção, compulsão para falar, aumento da libido, irritabilidade e impaciência crescentes, comportamento agressivo, mania de grandeza. O paciente pode tomar atitudes inconsequentes e que reverterão em danos à si próprio e aos outros. Em casos mais graves, pode ter delírios e alucinações.

Os sintomas da hipomania incluem: semelhantes aos da mania, porém bem mais leves e com menor repercussão sobre as atividades e relacionamentos do paciente, que se mostra mais eufórico, mais falante, sociável e ativo do que o habitual. Em geral, a crise é breve, dura apenas uns poucos dias.

Os sintomas da depressão incluem: humor deprimido, tristeza profunda, apatia, desinteresse pelas atividades que antes davam prazer, isolamento social, alterações do sono e do apetite, redução significativa da libido, dificuldade de concentração, cansaço, sentimentos recorrentes de inutilidade, culpa excessiva, frustração e falta de sentido para a vida, esquecimentos, ideias suicidas.

Tratamento:

O transtorno bipolar é crônico, não tem cura. Apesar disso, ele pode ser controlado pelo tratamento, que costuma ser necessário por toda a vida, e geralmente envolve uma combinação de medicamentos e psicoterapia.

O tratamento medicamentoso geralmente é feito com estabilizadores de humor e antipsicóticos. Os antidepressivos devem ser evitados no tratamento do transtorno bipolar pois, em geral, podem desencadear um episódio de mania. Os remédios devem ser prescritos por um profissional da saúde mental e o tratamento não deve ser descontinuado sem o consentimento do profissional. Alguns estabilizadores de humor utilizados são: Carbonato de Lítio, Carbamazepina, Oxcarbazepina, Valproato de Sódio, Lamotrigina, Gabapentina e Topiramato. Os antipsicóticos são: Haloperidol, Clorpromazina, Trifluoperazina, Periciazina, Tioridazina, Tiotixeno, Risperidona, Clozapina, Olanzapina e Hemifumarato de Quetiapina. Nunca se automedique ou interrompa o uso de uma medicamento sem antes consultar um médico.

O tratamento com a psicoterapia é essencial para o melhoramento e controle da bipolaridade, uma vez que a exposição aos sentimentos e dificuldades provocados pela doença podem desestabilizar o paciente ainda mais. Algumas das terapias que podem ser feitas são: terapia cognitivo comportamental, orientações psico educacional, terapia de ritmo interpessoal e social, e a terapia familiar e conjugal.

depressao bipolar medicamentos

É importante que a família e pessoas próximas saibam que, muitas vezes, a doença fala mais alto que seu portador, sendo necessário compreensão e paciência durante as crises. O apoio das pessoas ao redor é essencial.

 

 

Be First to Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *