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Como os pais podem ajudar um filho com Autismo

O autismo é uma condição que altera a capacidade de comunicação, a interação social e o comportamento da criança. Os portadores dessa síndrome costumam apresentar os primeiros sinais e sintomas a partir dos 2 a 3 anos de idade, podendo ser leve, moderada ou avançada.

O desenvolvimento físico é normal no autismo. As alterações que a condição traz estão presentes no que diz respeito às interações sociais e afetivas. As causas não são totalmente conhecidas, mas acredita-se que tenham relação com a genética, infecções durante a gravidez e até mesmo fatores ambientais, como a poluição.

Os primeiros sintomas aparecem em forma de apatia, inquietação exacerbada, falta de contato visual direto, transtorno de linguagem, movimentos pendulares e repetitivos, ansiedade, agressividade e resistência a mudanças na rotina.

O Papel dos Pais

criança com autismo brincando com blocos

O primeiro e mais fundamental papel dos pais é detectar os primeiros sinais do distúrbio. Ao observar características como isolamento e dificuldade de interpretar sinais sociais e expressões, é importante procurar acompanhamento profissional. A avaliação pode ser feita por um psicólogo especialista ou um neurologista.

O profissional irá orientar os pais para que desenvolvam a educação do autista da melhor forma possível, ajudando a criança a melhorar suas habilidades de comunicação, interação, atenção compartilhada e aprendizado social. Quanto mais esclarecidos são os pais quanto ao quadro, melhor eles conseguirão guiar a criação dos filhos para que apresentem uma boa evolução no aprendizado e na autonomia.

É muito importante que os pais prezem pela independência dos filhos como o principal objetivo do tratamento. No geral, para que possam prestar auxílio da melhor forma possível, algumas dicas podem ser seguidas:

  • Se informe o máximo possível. Informação nunca é demais;
  • Incentive o seu filho a se cuidar sozinho;
  • Delegue tarefas de casa para que ele possa realizar;
  • Treine o aprendizado;
  • Divida as responsabilidades dentro de casa;
  • Estabeleça limites;
  • Preserve relações com os avós, tios, primos;
  • Converse sobre o autismo com outros pais que passam pela mesma experiência;
  • Não elimine idas ao parque, cinema, shoppings… Elas são importantes para que a criança desenvolva habilidades sociais;
  • Acompanhe o desenvolvimento na escola.

Não se esqueça…

O diagnóstico pode ser difícil para os pais, mas a criança autista precisa do acompanhamento tanto quanto – ou até mais – do que as crianças neuro típicas. Você deve dar o suporte necessário, mas também encorajar o desenvolvimento e a independência da criança.

Lembre-se de sempre demonstrar carinho

Um dos grandes mitos acerca do autismo é de que a criança não gosta de afeto, mas isso não é verdade. A criança autista precisa de carinho como qualquer outra, porém seu contato sensorial acontece de forma diferente. Para que essa característica se desenvolva da melhor forma, os pais não apenas podem, como devem, demonstrar amor.

Para isso, é importante observar o nível de sensibilidade da criança. Se o seu filho é muito sensível ao toque, aposte nos sorrisos e nas palavras positivas. Nos casos mais severos, observe e identifique qual o gesto e o momento que seu filho gosta.

Brinque com o seu filho

Pessoas com autismo precisam ter suas habilidades estimuladas, por isso as brincadeiras desempenham um papel bem importante no seu desenvolvimento. Assim, elas incentivam o desenvolvimento neuropsicomotor do corpo. É simples: aposte nos quebra-cabeças, brinquedos que se encaixam e cartas coloridas. As cócegas também podem estimular a percepção sensorial da criança, além de aumentar a relação afetiva com o pai ou a mãe.

Estimule o contato com os outros

Em algumas situações, pode parecer que a criança autista não gosta de se relacionar com outras crianças. No entanto, na maioria dos casos o que acontece é que ela não consegue começar uma conversa ou brincar. Assim, os pais podem ajudar a criar os laços de interação social convidando outras crianças para interagir. Também podem ensinar as respostas socialmente adequadas ao filho.

Crie formas de comunicação com a criança

Crianças autistas tem bastante dificuldade com a linguagem, mas é possível ajudá-las a desenvolvê-la visualmente. Para elas, é mais fácil aprender quando alguém mostra o meio de fazer, demonstrando com gestos e não apenas com a fala. Faça junto com o seu filho quando for ensiná-lo um gesto. Essa aprendizagem é um processo, e é preciso mostrar mais de uma vez com repetições prolongadas.

O nível de compreensão e representação muda conforma a criança vai crescendo. Por isso, antes de ensiná-la a ler, dê orientações visuais.

Lembre-se de impor limites

A criança autista podem apresentar dificuldades em aceitar mudanças impostas, podendo reagir com raiva ou frustração ao ser contrariada. No entanto, ela precisa ter limites como qualquer criança. Quanto mais cedo os limites forem estabelecidos, mais facilmente eles serão seguidos e respeitados.

Mas não esqueça de ficar de olho aos ataques explosivos, à birra ou aos comportamentos agressivos. Elas são formas importantes de comunicação dos autistas, podendo mostrar que os sentimentos o sobrecarregaram. Também podem ser reflexo de crises alérgicas, distúrbios de sono e inflamações gastrointestinais. Preste bastante atenção na frequência e no tipo do comportamento, anotando sempre a situação, o horário e as pessoas presentes no momento. Se notar um padrão, busque ajuda médica.

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